|
O psicodrama foi criado nos anos 30, em Viena, e chegou ao Brasil nos anos 60. A maior parte da teoria moreniana foi sistematizada nas décadas de 40 e 50 nos EUA por J. L. Moreno e seus colaboradores. A partir das contribuições que profissionais de diferentes países do mundo têm realizado, nota-se uma tendência atual de substituir a palavra psicodrama por socionomia, pois, como veremos a seguir, o psicodrama é um método de tratamento que está subordinado à toda construção teórica que o sustenta. J. L. Moreno define a socionomia como a ciência que estuda as leis que regem o comportamento social e grupal, a partir de três pontos de referência: o socius (companheiro), que analisa a inserção da pessoa em pequenos grupos; o metrum (a medida), que refere o estudo das relações interpessoais; e o drama (ação) como método psicoterapêutico. Suas sub-divisões são: 1) sociodinâmica: estudo da organização e evolução dos grupos. Suas principais ferramentas são o role–playing (desenvolvimento de papéis), o teatro espontâneo (1º enquadre psicodramático – representação espontânea de papéis), o jornal vivo (técnica de aquecimento para a ação e dramatização), psicodrama foco socioeducacional (aplicação do psicodrama ao contexto educacional de ensino-aprendizagem e em organizações, como por exemplo, reuniões setoriais, reuniões de áreas ou de diretorias, seleção de pessoal, entrevistas de admissão, resolução de conflitos organizacionais etc.) e o psicodrama público (vivência do psicodrama numa única sessão aberta ao público); 2) sociometria: estudo das forças de atração e repulsão entre pessoas (baseada nas suas escolhas negativas, positivas ou indiferentes), da organização grupal em redes sociométricas e da sua comunicação. O instrumento da sociometria é o teste sociométrico, que permite conhecer, por meio da construção de um esquema geométrico, a posição das pessoas no grupo. As redes sociométricas de um grupo identificam seu líder popular, líder socioafetivo, membros isolados, rechaçados, status sociométrico (cotas de amor e simpatia), átomo social (relacionamentos socioafetivos), a tele (emissão, recepção e percepção de sentimentos) e as funções e papéis assumidos por cada componente do grupo; 3) sociatria: delimita os métodos de tratamento das pessoas e dos grupos, seja por meio do psicodrama (propõe-se ao aprofundamento psicoterapêutico da pessoa, ou da pessoa inserida no grupo) ou do sociodrama (propõe-se ao tratamento sociodinâmico das relações interpessoais, em grupos de estudo, trabalho, comunidades etc.) Por terem diferentes enquadres e objetivos terapêuticos, são definidos como psicoterapia de grupo, psicodrama individual, psicodrama individual bi-pessoal, psicodrama de casal, psicodrama infantil, sociodrama público, sociodrama institucional, sociodrama educacional, sociodrama familiar e psicoterapia psicodramática de família.
|